Imersão vivencial · jornada pessoal

Cartografia
do Sentircorpo, prazer, limites e escolha

Às vezes, você entende muita coisa sobre si — mas, quando a experiência acontece, ainda demora a perceber o que sente.

Talvez você diga sim antes de perceber que queria tempo. Reconheça um limite depois. Sinta desejo, medo, curiosidade, prazer ou incômodo, mas nem sempre consiga distinguir uma coisa da outra enquanto está acontecendo.

A Cartografia aprofunda uma capacidade anterior à explicação: perceber o que está acontecendo enquanto acontece.

No corpo. No desejo. Nos limites. Na relação. Para pedir, pausar, ajustar, escolher — e também mudar de ideia.

10, 11 e 12 de outubro de 2026 · 9h às 18h
Casa Baobá · Vila Mariana · São Paulo
Com Guilherme Poyares e Ana Kimaya · 3 dias presenciais + aula online preparatória

Com referências do Sexological Bodywork, Consentimento Somático, Psicoterapia Transpessoal e Teoria Polivagal.

Ilustração da Cartografia do Sentir com corpo, linhas de mapa e elementos da natureza.
10–12Outubro
2026
O corpo como território. A presença como bússola.
PresençaConsentimentoPrazerSistema nervosoLimitesEscolha
Quando o corpo percebe antes das palavras

Nem sempre o que você sente chega em palavras a tempo.

Desejo, medo, vergonha, curiosidade, expectativa e vontade de agradar podem aparecer juntos. A dificuldade nem sempre é “não saber”. Às vezes é perceber cedo o suficiente para que uma escolha ainda seja possível.

Você percebe quando quer se aproximar — e quando está apenas acompanhando o movimento da outra pessoa?

Sabe reconhecer quando precisa de mais tempo antes de responder?

Consegue receber um não sem imediatamente transformá-lo em rejeição?

E quando muda de ideia depois de já ter dito sim, consegue comunicar essa mudança?

O que acontece em você quando sente prazer, desejo, vergonha, curiosidade ou excitação?

Consegue diferenciar querer de tolerar, curiosidade de obrigação, intensidade de profundidade?

Percepção também é autonomia.

Quanto mais você consegue reconhecer sensação, desejo, limite, dúvida e mudança enquanto acontecem, mais possibilidades aparecem entre reagir automaticamente e escolher como seguir.

Quando perceber vem tarde

Quando perceber vem tarde, a escolha fica menor.

Às vezes você só entende o que aconteceu depois. Percebe que concordou rápido demais, continuou quando já queria parar, afastou-se quando precisava apenas de tempo ou tentou corresponder ao desejo da outra pessoa antes de reconhecer o próprio.

Também pode acontecer de transformar prazer em desempenho, curiosidade em obrigação ou um “talvez” em “sim” porque parecia mais simples seguir do que interromper.

Não necessariamente porque você não conhece seus limites. Às vezes, simplesmente porque o que estava acontecendo no corpo ainda não tinha se tornado informação disponível para escolha.

Não se trata de ter certeza o tempo todo.

Trata-se de conseguir se perceber enquanto ainda há espaço para escolher.

O que é a Cartografia

Uma experiência para desenvolver no corpo aquilo que nem sempre se resolve apenas entendendo.

A Cartografia do Sentir é uma imersão de educação somática voltada à percepção, ao prazer, aos limites, ao consentimento e à forma como você se relaciona consigo e com outras pessoas.

O aprendizado começa na sua própria experiência. Sensação, desejo, curiosidade, limite, impulso de agradar, vontade de se aproximar ou afastar, capacidade de receber um não e liberdade para mudar de ideia deixam de ser apenas temas de reflexão e passam a ser matéria de prática.

Ao longo da Cartografia, você investiga como essas respostas aparecem no corpo e atravessam escolhas, pedidos, acordos, toque, intimidade e relação.

Você não vem apenas aprender sobre consentimento, prazer ou limites.

Vem experimentar como reconhecê-los e comunicá-los enquanto estão acontecendo.

Como aprendemos na Cartografia

Há coisas que você pode compreender lendo. Outras precisam ser experimentadas no corpo.

A aprendizagem somática acontece por experiência direta: perceber, construir acordos, praticar e integrar. A estrutura dá contorno para que você possa investigar sem precisar fabricar uma resposta certa.

01

Intenção

O que quero investigar? Começamos nomeando uma curiosidade, um limite, uma capacidade ou uma pergunta — sem exigir uma conclusão antecipada.

02

Acordos

O que está disponível agora? Combinamos escopo, limites, formas de comunicação e maneiras de pausar, adaptar ou mudar de direção.

03

Prática

O que acontece quando a ideia vira experiência? Respiração, movimento, comunicação e toque tornam percepção, desejo e limite mais concretos.

04

Integração

O que meu corpo aprendeu? Há tempo para perceber, nomear e organizar o vivido. A prática não termina quando o toque termina.

Profundidade com contorno.

O corpo real tem prioridade sobre o roteiro ideal. Pausar, recalibrar ou mudar de direção não é sair da experiência — é parte dela.

O que você vai praticar

Um laboratório para transformar sensação em informação — e informação em escolha.

Ao longo da imersão, você desenvolve capacidades pela atenção ao próprio corpo, pela comunicação e pelo que emerge no encontro com outras pessoas.

01

Perceber

Sensação, ativação, conforto, desconforto, curiosidade e limite com mais nitidez. Reconhecer sinais antes de precisar explicá-los completamente.

02

Distinguir

Desejo de expectativa. Curiosidade de obrigação. Prazer de performance. Tolerar de querer. Intensidade de profundidade.

03

Escolher

Reconhecer quando a resposta é sim, não, talvez ou ainda não sei. Dar espaço para pausa, mudança de ideia e renegociação.

04

Comunicar

Pedir o que deseja sem transformar pedido em cobrança. Receber pedidos e ofertas sem sentir que precisa corresponder.

05

Receber

Participar da própria experiência enquanto recebe: orientar, pedir mais ou menos, desacelerar, ajustar ou interromper.

06

Integrar

Reconhecer o que aconteceu no corpo e transformar a experiência em aprendizado que possa continuar depois da imersão.

Receber também é uma habilidade

Receber não precisa significar ficar passivo.

Você pode participar da própria experiência enquanto ela acontece.

Parte importante da Cartografia é aprender a perceber e orientar o que acontece no seu corpo sem precisar esperar que a outra pessoa adivinhe.

Perceber

O que muda na respiração, no tônus, no ritmo, na sensação e na disponibilidade.

Orientar

Dizer “mais”, “menos”, “assim”, “não assim”, “mais devagar” ou “preciso de tempo”.

Pedir

Nomear um desejo ou necessidade sem exigir que a outra pessoa aceite.

Pausar

Interromper para sentir melhor antes de decidir como continuar.

Mudar

Reconhecer que um sim pode virar talvez, ajuste ou não — e comunicar essa mudança.

Sustentar

Continuar em relação com a própria escolha, inclusive quando ela é diferente da expectativa do outro.

Como a experiência acontece

Três dias presenciais, com aula online preparatória, progressão e tempo para integrar.

Antes do encontro

Aula online preparatória

Apresenta o campo de trabalho, cria uma linguagem comum e oferece contexto para a experiência dos três dias.

Durante a imersão

Experiência progressiva

As práticas avançam de percepção e comunicação para experiências corporais que pedem mais precisão de consentimento, toque e escolha. Não começamos pelo ponto de maior intensidade.

Entre as práticas

Tempo para integrar

Pausa, percepção, conversa e reflexão ajudam a transformar experiência em discernimento — sem transformar o percurso em teste de performance.

Você não precisa chegar sabendo fazer.

A Cartografia é um espaço de aprendizagem. A proposta não é demonstrar desenvoltura, sensualidade ou coragem.

Você precisa chegar disponível para observar, experimentar, comunicar e reconhecer limites. O objetivo não é performar liberdade; é desenvolver mais liberdade de escolha.

Corpo, nudez e toque genital

Algumas aprendizagens precisam acontecer em corpos reais.

Ao longo da Cartografia, determinadas práticas envolvem diferentes níveis de nudez, toque corporal e toque genital. Isso faz parte do campo pedagógico do curso e é apresentado com contexto, escopo e acordos claros.

Corpo real

Nudez faz parte de algumas práticas

Ela não aparece como exposição ou prova de liberdade. Faz parte de experiências em que o corpo, a percepção e o toque são o próprio campo de aprendizagem.

Aprendizagem corporal

Há práticas com toque genital

Determinadas técnicas e competências não podem ser aprendidas integralmente apenas por explicação ou observação. Por isso, toque genital faz parte do percurso.

Escolha viva

Consentimento continua específico

Você pode pausar, pedir ajuste, mudar ritmo, comunicar um limite ou mudar de ideia. Um sim nunca elimina a possibilidade de uma nova escolha.

Existe uma diferença entre uma prática específica e o campo de aprendizagem.

Recusar, pausar ou adaptar uma interação pode ser uma expressão legítima de consentimento. Ao mesmo tempo, se você já sabe que não deseja participar de nenhuma prática com nudez ou toque genital, talvez esta edição não seja o formato mais adequado para você.

Prazer, intimidade e relação

Prazer pode ser informação sem virar obrigação ou performance.

Na Cartografia, prazer não é uma meta que você precisa alcançar. Ele pode aparecer como curiosidade, vitalidade, conforto, expansão, descanso ou excitação — e continua sujeito a escolha, limites e contexto.

01

Prazer não é obrigação

Sentir prazer não significa que você precise querer mais, continuar ou transformar aquela sensação em uma direção específica.

02

Intensidade não é profundidade

Uma experiência forte não é automaticamente mais transformadora. Pausa, nuance, micro-prazer e presença também podem aprofundar aprendizagem.

03

Conexão sem autoabandono

Aproximar-se de alguém não precisa exigir que você ignore sinais do próprio corpo, ultrapasse limites ou corresponda ao que não deseja.

Você não precisa escolher entre estar em relação e continuar consigo.
Como cuidamos do campo

Segurança não é uma promessa abstrata. É construída por condições concretas.

A Cartografia trabalha com intimidade corporal. Por isso, previsibilidade, comunicação, higiene, privacidade, ritmo e integração fazem parte do método.

Consentimento informado

As propostas são explicadas antes da prática, com espaço real para perguntas.

Consentimento revisável

É possível pausar, ajustar ou mudar de ideia ao longo da experiência.

Acordos claros

Cada prática possui intenção, escopo e formas combinadas de comunicação.

Biossegurança

Higiene, materiais e barreiras de proteção são utilizados de acordo com a natureza das práticas.

Privacidade

Experiências íntimas de outras pessoas não são conteúdo para exposição fora do grupo.

Integração e ritmo

Desacelerar, descansar e assimilar a experiência fazem parte do percurso.

Segurança suficiente vem antes de aprofundamento.

O objetivo não é eliminar toda incerteza ou desconforto, e sim criar condições para que você possa perceber, comunicar e escolher com mais clareza.

O que sustenta este trabalho

Mais do que um conjunto de técnicas, um cruzamento de referências.

A Cartografia nasce do encontro entre campos que Guilherme e Ana estudam, praticam e integram. Cada referência ajuda a sustentar aspectos diferentes da experiência.

Facilitadores

Sustentar este trabalho exige mais do que apresentar uma prática.

A condução precisa acompanhar corpo, linguagem, consentimento, diferentes ritmos e a possibilidade real de mudança de direção.

Guilherme Poyares, facilitador da Cartografia do Sentir.

Guilherme Poyares

Psicoterapeuta Transpessoal, educador e sexólogo somático, com atuação voltada à presença, consentimento, corpo e escuta somática.

Seu trabalho investiga como sensação, prazer, limites e respostas relacionais podem se tornar informação disponível para escolha.

Ana Kimaya, facilitadora da Cartografia do Sentir.

Ana Kimaya

Psicanalista, Psicoterapeuta Transpessoal, educadora e sexóloga somática, com atuação voltada à presença, ao corpo, à intimidade, aos limites e ao autoconhecimento.

Sua condução articula escuta e atenção às nuances da relação, criando espaço para que vulnerabilidade, desejo, prazer e limite possam ser percebidos e comunicados com mais clareza.

Condução compartilhada: consentimento, comunicação e escolha não são apenas assuntos da Cartografia. Precisam aparecer na própria forma como ela é conduzida.

ConsentLab: Guilherme e Ana também facilitam o ConsentLab, laboratório vivencial da Casa Baobá dedicado à prática de comunicação, limites, pedidos, acordos e consentimento somático.

Antes de decidir

Talvez a pergunta não seja apenas “quero fazer este curso?”

Talvez seja: estou disponível para aprender dessa maneira? A Cartografia pede curiosidade, presença e disponibilidade para experimentar no próprio corpo sem precisar provar nada.

Esta edição pode fazer sentido se você:

  • quer perceber melhor limites, desejos e mudanças enquanto acontecem;
  • tem interesse em corpo, prazer, intimidade, comunicação e consentimento;
  • já fez terapia, cursos ou vivências e quer integrar mais no corpo o que entende racionalmente;
  • deseja aprender a pedir, ajustar, pausar e dizer não com mais clareza;
  • está disponível para aprendizagem somática e experiencial;
  • está disponível para práticas corporais que incluem nudez e, em determinados momentos, toque genital.

Talvez não seja o formato mais adequado agora se você:

  • procura apenas conteúdo teórico;
  • espera uma experiência em que não haja contato corporal entre participantes;
  • não está disponível para nenhum contexto de nudez ou toque genital;
  • procura psicoterapia em grupo ou tratamento para uma condição específica;
  • busca uma experiência de intensidade, catarse ou sexualidade sem enquadramento e acordos claros.

Ter um limite não significa estar menos preparado. Saber qual experiência você deseja ou não viver também é parte do consentimento.

01

Formato

São 3 dias presenciais na Casa Baobá, com aula online preparatória. É necessária disponibilidade para o percurso completo.

02

Natureza das práticas

Algumas competências envolvem nudez e toque genital. Consentimento continua específico e revisável; disponibilidade geral para esse campo de aprendizagem é necessária.

03

O que a Cartografia não é

Não é psicoterapia em grupo e não constitui formação ou certificação em Sexological Bodywork. Também não existe uma experiência “certa” que você precise alcançar.

Quando10, 11 e 12 de outubro de 2026 · 9h às 18h
OndeCasa Baobá · Vila Mariana · São Paulo
Formato3 dias presenciais + aula online preparatória
Perguntas frequentes

Antes de entrar, vale saber exatamente em que tipo de experiência você está entrando.

Estas informações fazem parte do acordo de expectativa da Cartografia. Se alguma resposta ainda deixar dúvida, a conversa com a Ana faz parte do processo de decisão.

Preciso ser terapeuta ou ter formação na área?

Não. A Cartografia é aberta a pessoas em jornada pessoal e também a profissionais do cuidado. Esta página apresenta o percurso a partir da experiência de quem vem principalmente para si.

Preciso ter experiência prévia com práticas corporais?

Não. É importante, porém, ter disponibilidade para observar o corpo, comunicar limites e participar de uma aprendizagem experiencial progressiva.

A Cartografia inclui nudez?

Sim. Algumas práticas trabalham com diferentes níveis de nudez porque o corpo real faz parte do campo de aprendizagem.

Há toque genital?

Sim. Determinadas práticas incluem toque genital porque algumas técnicas e competências precisam ser experimentadas diretamente e não podem ser aprendidas integralmente apenas por explicação ou observação.

Então sou obrigado a receber qualquer prática?

Não. Nenhuma inscrição funciona como autorização geral sobre o seu corpo. Cada prática possui contexto e acordos próprios, e você pode pausar, pedir ajustes, comunicar um limite ou mudar de ideia. Ao mesmo tempo, é importante saber antes de entrar que nudez e toque genital fazem parte do campo de aprendizagem desta edição.

Posso apenas observar uma prática?

Em uma situação específica, observar pode fazer parte de uma escolha legítima. Mas algumas competências dependem de experiência direta e não podem ser desenvolvidas integralmente apenas pela observação.

O que acontece se eu mudar de ideia durante uma prática?

Você comunica. Mudar de ideia faz parte do consentimento vivo. O objetivo não é cumprir uma prática a qualquer custo.

Preciso me sentir confortável com tudo?

Não. A proposta não é eliminar toda dúvida ou desconforto. É conseguir perceber o que acontece e ter recursos para perguntar, pausar, ajustar ou não seguir quando necessário.

A Cartografia é terapia?

Não. É uma experiência de educação somática. Podem surgir emoções, memórias e percepções importantes, mas o curso não é apresentado como psicoterapia em grupo nem como tratamento médico ou psicológico.

Como funciona a aula online?

É um encontro preparatório para criar contexto e linguagem comum antes da imersão presencial. A data e o horário serão informados às pessoas inscritas.

Próximos passos

Tem algo desta página que você reconheceu em si?

Você não precisa chegar à conversa com uma decisão tomada. Converse com a Ana para tirar dúvidas, contar brevemente o que está buscando e entender se esta edição da Cartografia faz sentido para você.

Quero falar com a Ana

Você pode perguntar sobre as práticas, o formato, nudez, toque genital, consentimento ou qualquer aspecto importante para sua decisão.

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